Estandarte Beat


17/03/2005


Nada me veste tão bem como a nudez

Nada me veste tão bem como a nudez
quando da fome me alimento
da sede me hidrato
e da desilusão fantasio as mais estonteantes quimeras.

Dai eu bebo as bocas que me beijam
e a cerveja que tanto beijo
na verdade e quem me bebe
sendo eu a razao de qualquer embriaguez.

E se a tosse já pensa em sua maldade
Eu peço ao cigarro que me traga
Que me traga um pouquinho de vaidade
Toda vez que eu teimo em ser fumaça.

Quando o vento sente inveja do meu ser
Sou amante de brisa e ventania
O ciúme de todos fumo e bebo
Cuspo dentro do cinzeiro da euforia.

Se o sol vem curar minha ressaca
Ou a morte vem bater em minha porta
Minha alma se dissipa pelos ares
Mas jamais minha poesia estará morta.

Pois o sonho e a razao de eu ser real
E a loucura embasa a minha sensatez
A melhor das minhas caras é de pau
E nada me veste tão bem como a nudez.


Vernon Bitu

Escrito por Elis às 11h41
[ ] [ envie esta mensagem ]
Busca na Web: